Pagina inicial
Quem somos
Citros
Amarelinho
Greening
Informes
 


O aumento recente no número de pragas e de doenças na citricultura paulista vem tornando muito cara a produção de frutos cítricos no Estado de São Paulo.

Mas, mesmo que o aumento nessas despesas fosse coberto pelo aumento no preço pago pela fruta, restaria, ainda, a questão da sustentabilidade do ecosistema do pomar.

Sabemos que todo insumo aplicado na citricultura gera benefícios e, também, efeitos colaterais. Os efeitos colaterais, no curto espaço de tempo, não se tornam aparentes. Contudo, com o passar dos anos, eles se tornam uma realidade e podem constituir um novo problema. Esta situação vem ocorrendo na citricultura paulista.

Devido ao aumento na demanda de laranja pelas industrias de suco concentrado e congelado de laranja na decada de 60, foram plantados grandes pomares, que demandaram novas máquinas e implementos, novas técnicas de cultivo e novos insumos.

Novos insumos e práticas agrícolas foram sendo introduzidos no manejo dos pomares, sem se conhecer os efeitos colaterais que iriam provocar. O ecosistema do pomar foi sendo modificado, sem se perceber que estava sendo degradado. A degradação do ecosistema foi aumentando, criando condições para que novas doenças e pragas surgissem na cultura.

A degradação dos pomares induziu ao aparecimento do "Amarelinho dos Citros", em 1987. A doença se difundiu no Estado de São Paulo, sem seguir os modelos clássicos de difusão de doenças, evidenciando o envolvimento de outros agentes no processo de difusão (TUBELIS, 1992). A difusão do "Amarelinho" para os outros Estados da Federação, também não ocorreu segundo os modelos clássicos de difusão de doenças, evidenciando o envolvimento de outros agentes no processo de difusão.

Depois surgiu a "Morte Súbita dos Citros" na região norte do Estado de São Paulo, em 2001, e o "Greening dos Citros" na região de Araraquara, em 2004 (FUNDECITRUS, 2004 e 2006).

Mas, se analisarmos a sucessão dos fatos que ocorreram na citricultura paulista nos últimos quarenta e cinco anos, chegamos a conclusão que os problemas graves, que atualmente afetam a citricultura, são consequência do efeito colateral do uso de alguns insumos e práticas agrícolas e, também, da degradação do ecosistema dos laranjais.

Assim, caso não se eliminem os fatores que estão induzindo as referidas doenças, a citricultura paulista vai conhecer, em breve, novas doenças, como o "Stubborn", por exemplo. 


  Top